MEU FILME!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

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SÓ LEIA O RESTO DEPOIS DE VER O FILME, SENÃO VAI ESTRAGAR:


Bom, primeiro de tudo, preciso justificar a falta de ensaios... Minha irmã só tinha lido o roteiro no dia(estava na mão dela há uma semana), e eu fiquei muito puto com isso. Ela chegou do trabalho um dia antes, e esqueceu de colocar pra carregar a bateria da câmera, e eu fiquei muito puto com isso. Ela estava há mais de um mês sem usar a câmera, mas estava com muita memória ocupada, e esqueceu de esvaziar o cartão de memória, e eu fiquei muito puto com isso.

MAAAAAAAAS, tudo bem. Tivemos que lidar com o improviso dela, que foi muito ruim, mas ficou engraçado, porque ela nunca tinha feito nenhum video de nada até então. Ela reinventou a história do Fantasma, e eu não gostei nada disso, mas não tive muita escolha, pois não tinha memória nem bateria pra refazer tudo.

No roteiro, o fantasma matou sua amante, e depois retalhou-se pela serra da cantarreira, deixando espalhados os seus membros. Em uma caminhada, uma pessoa achou um braço, e chamou a polícia. A polícia investigou o lugar, e descobriu que havia dois corpos mutilados pela Serra, e quando juntaram todas as partes do corpo do homem e colocaram dentro deum saco de lixo, ele se levantou, e matou todo mundo. E assim começou a lenda do Fantasma da Cantareira.

E no final descobrimos o propósito(fracassado) da heroína ao fazer seu documentário. Bom, querem saber de mais uma curiosidade? Eu achei que ficou tão interessante(e amador, claro), que eu resolvi mandar junto com uma ficha para incrição do programa, e, pásmem, eles ligaram, mas ela não queria, e não rolou.

Filmamos numas trilhas no Parque do Horto Florestal. A câmera era uma Sony Cybershot Dsc-w55. Editei com o Windows Movie Maker. Usei várias músicas dos jogos da série Silent Hill. Elas aliás foram as grandes estrelas da produção.

Enquanto estive editando, comecei a mudar a ordem das cenas no mato, que, Good Lord, descobri que filmado tudo parce muito mais fechado. Foi extraordinário. Achei engraçado observar as reações de alguns amigos que disseram só não sentir medo por conta da canastrisse, não simplesmente da minha irmã, que com certeza faria coisa muito melhor hoje, mas a minha, a da câmera, e de todo o resto, que apesar de tudo, fizeram parecer engraçado.

Sobre as atuações... Um caso a parte. Teve cenas cortadas. Uma que alias me corta o coração, que é aonde eu mostro uma planta muito comum alí na região, que é o "Pé-de-preservativos". Incrível como tem gente que gosta de brincar no meio do mato, e ainda mais incrível é ver que a pessoa parece fazer questão de deixar rastros. Mas, voltando às atuações. eu compreendo a dificuldad que minha irmã teve em manter-se séria e racional quando vê o Fantasma da Cantareira, brilhantemente interpretado pela minha mãe.

É irresistível não conter a surpresa com o figurino surpreendente que eu e minha mãe desenvolvemos especialmente para o projeto: "Figurino do Fantasma da Cantareira". E devo um agradecimento mais do que especial à minha querida amiga Fernanda, assistente de produção, que segurava a câmera, ou quauqler coisa, enquanto discutiamos sobre como poderiamos resolver este ou aquele problema.

Ninguém morreu dirante a produção deste filme.

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