Um brinde

domingo, 24 de janeiro de 2010

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Oh, liberdade enganosa,
falso afeto que convence o remetente, mas desgosta-me a vida.
Porque tal descrença, visto que o mundo jamais me conheceu?

Ah, que desprazer, decepção, ver o falso amor que só demonstra orgulho nos momentos de glória.
Quantas lições me são dadas,
mas quantos, de fato, me ensinam algo?

E os infelizes, que me julgam todos os dias...
O que faço eu para lidar com o prazer da inferiorização?
Rejeição, ciúmes, inveja: só por meu propósito ter vindo mais cedo.
Estou exausto...
Ser sempre o único a se preparar para o futuro,
sempre o único a encorajá-los aos sonhos.

Como se o Preparar-se-Para-O-Futuro não cobrasse sofrimento, solidão e outra grande sorte de necessidades vitais.

Mas qual o preço? Os favores, pois que tudo aquilo que a mim é feito, vem como favor.
Que eu não me esqueça que certos tipos de amor só existem nas utopías.

Alex Pedro.

São Paulo, 24 de janeiro de 2010