A Fascinante Jornada de Dona Satanilda

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

| | |
ATENÇÃO: ESTE CONTO TEM LINGUAGEM E HUMOR APELATIVOS E PODE OFENDER UM LEITOR DESAVISADO. DADO O RECADO, BOA LEITURA!

         Em algum lugar da Bahia, escondia-se a discreta cidade de Itaxoxota do Norte. Povoada por dois mil habitantes, Itaxoxota era muito conhecida por suas opções de lazer. A mais famosa era, evidentemente, a casa noturna Dona Quixota.

         Administrada por Dona Satanilda, Dona Quixota propunha-se a oferecer as baianas mais quentes de todo o Brasil. O que evidentemente era um choque para o povo da cidadezinha. De fato, as únicas baianas bonitas da cidade eram as meretrizes de Dona Satanilda. Negras de traseiros imensos e coxas roliças, outras mais claras, peitudas e estonteantes.

         Dona Satanilda não era puta... Mas podia ser. Tinha cor de café com leite, e desfilava seus peitos grandes, já um pouco moles, mas não menos cobiçados por isso, e suas coxas... Que coxas... Que mulher de quase cinqüenta tem pernas como as de Dona Satanilda?

          “Muié boua..., delícia... Descascava e chupava todinha...” diziam os cabras itaxoxotenses.

          “Vagabunda, ordiária, desavergonhada, despudorada, vendida, demoníaca”, diziam as distintas senhoras de Itaxoxota.

         Ela não era bem aceita, e as mulheres, grandes religiosas, sofreram muito ao dotar-se do conhecimento de que a casa noturna Dona Quixota dizimava a maior contribuição mensal para a paróquia de São Jesus Cristinho.

          “Como o senhor aceita dinheiro da filha do diabo?”, era o que o Padre ouvia, das paroquianas.

         O Padre tinha suas crenças, mas a igreja tinha suas necessidades, então ele fazia vista grossa para os rumores...

         Quando jovem, a família de Satanilda fora vitima de cangaceiros. Ela fez pacto com o diabo, e matou todos os cangaceiros. Desapareceu, voltou, e trouxe consigo algumas vadias estradeiras.

         Organizada como era, ela administrava o que as vadias recebiam, e em menos de três meses elas deixaram de transar embaixo de arvores ou bancos de praça para alugar uma casa pequena.

         Empreendedora, essa é Marinilda de Souza Cavalcante Mendonça de Silva e Carvalho, posteriormente chamada de Satanilda.

         E as putas eram oito. Seis morreram, porque eram encrenqueiras e tomaram tiro de mulher casada, outra virou crente e desapareceu. A outra, era Marivalda Ivonete de Santos, que virou sócia de Satanilda, e adotou o nome de Dona Consugrelo, cuida do Recanto do Marido Feliz, centro de lazer que possui em sociedade com Satanilda na cidade de Serro Azul.

         Aos poucos conseguiram putas que não fossem feias, e progrediram.

          “Nem as praia de Salvadô é mais paraíso que as minhas menina!”


Licença Creative Commons

7 comentários:

Adilson disse...

Diferente mesmo, rs.
"ordinária", kkkk.

Phê Brito disse...

minha nova morada na internet http://texturizada.wordpress.com

E só pra variar, adorei seu texto ;)

Quanto a mim, esse ano saio do papel palpável e venho para o "papel" virtual, nesse endereço ai de cima.

bjo
P.S. meu facebook e msn do hotmail já eram. acessei numa lan house e ferrei, pois não tou conseguindo recuperar

Alex Pedro disse...

Caramba Phe, bom, voce tem meus contatos pra me caçar!

Raphael Dagaz disse...

já conheceu a cidade de Pinheteira... rsrs... muito bom

leolucca disse...

Sensacional. Brasileiro e gargalhável.

Phê Brito disse...

tenho seus contatos sim :)
mas de qqr forma, eu escrevi pro SAC do hotmail. vamos ver o que consigo. qto a conta do facebook, se quem pegou não estiver zuando com ela, já ta bom.

bjo

Christiane Silva disse...

Você é ótimo!

Postar um comentário

About me

About Me


Aenean sollicitudin, lorem quis bibendum auctor, nisi elit consequat ipsum, nec sagittis sem nibh id elit. Duis sed odio sit amet nibh vulputate.

Popular Posts

Contact Us

Nome

E-mail *

Mensagem *

Navigation-Menus (Do Not Edit Here!)

My Instagram