O Menino que não podia morrer... Capítulo 6

domingo, 5 de fevereiro de 2012

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         Na noite que antecedeu o encontro de Gilmar com o menino perdido no meio do mato, Tia Rute tivera um sonho que a deixara inquieta. Neste sonho, ela caminhava por um bosque, e havia sangue orvalhando as folhas das árvores, e pequenas poças, de um escarlate brilhante e escuro no chão. Era uma manhã clara. Ela não estava mais jovem do que era, no entanto, não andava com toda a limitação que tinha nos dias de hoje.

          Quando ela olhou para o Céu, ela percebeu que crianças mortas voavam em círculos, como o vôo dos urubus. E depois, adiante, percebeu uma criatura olhando para ela. Estava furiosa. Seus braços eram longos, e os punhos estavam fechados.

          Era um homem, gigante e peludo, feito um macaco. O que quer ele fosse, era algo Elemental, e sagrado. Ela se ajoelhou diante dele. Ele a segurou pelos braços, e os arrancou do corpo, e depois, com uma única mordida, comeu sua cabeça, e ela acordou.

          A criatura de seu sonho, não era uma lenda, era algo que vivia em todas as florestas, e era o espírito das florestas, e a castigava por algum motivo. Havia uma criança que Gilmar, pobre ignorante, não sabia explicar de onde vinha. E ela sabia que havia algo alienígena ali.

          Ela não era apenas uma mulher velha, era uma pessoa antiga, e isso significa muito.

          E agora ela olhava para uma criança que Gilmar encontrara perdida adormecida no meio do mato. O rapaz era xucro, não haveria de mentir, mas ela sabia que tinha alguma coisa estranha.

          Hortência limpara o corpo do menino recém trazido e vestiu-lhe um pijama limpo. Um papelão fora colocado no chão, e um colchão velho posto em cima dele, para acolher o menino. Tia Rute e Dona Lira não ficaram muito confortáveis com uma segunda criança na enfermaria.

          Tentaram convencê-las de mudar a posição da cama, para que o colchão fosse posto de forma a poder em circular em volta e cuidar dos dois meninos, mas elas, talvez por implicância de gente velha, disseram que não ficaria bom. A tarde já estava dando lugar para o escuro, Gilmar partira para buscar a carroça, e Tia Rute acendeu uma vela ao lado do menino doente, e pediu que a deixassem a sós para orar, e fazer suas simpatias.
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[CONTINUA NO PRÓXIMO DOMINGO, 12/02]

2 comentários:

Adilson disse...

Acompanhando...
Esse capítulo bem que podia ter sido mais longo, rs.

Phê Brito disse...

Nossa!
concordo com o cara de cima, devia ser mais longo!
Não vejo a hora de ler os demais e depois, ler tudo "duma" vez só
Ai esse mistério todo, já tenho pelo menos 3 teorias pra ele, ha ha
*o*

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