O Menino que não podia morrer... Capítulo 9

domingo, 26 de fevereiro de 2012

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ATENÇÃO, NOS DOIS PRIMEIROS PARÁGRAFOS A UMA SEQUÊNCIA DE SEXO BASTANTE DESCRITIVA, POR TANTO, PARA NÃO OFENDER ALGUÉM QUE GOSTE DA HISTÓRIA MAS NÃO TOLERE TEXTOS PICANTES, AVISO DADO. DO TERCEIRO EM DIANTE TA PRA FAMÍLIA, RISOS.

          Hortência estava nua dentro da tina com água morna. Em pé, derramava água quente pelos seios, e a espuma escorria pelas curvas de seu corpo, que se arrepiava sob o toque da menor brisa. E fora esta a visão de Gilmar ao chegar assustado da floresta. Ele arrancou a própria camisa sem desabotoar, e ajoelhou-se diante da garota. Beijou-lhe os pêlos pubianos, e esticou a língua para, com um único movimento, tocá-la em sua intimidade.

          A barriga de Hortência contraiu-se e, acompanhado por este gesto, um sopro intenso de sua respiração ofegante. Ele mergulhou com sua língua e saliva na garota, enquanto suas mãos acariciavam suas pernas e seus seios. Ela agarrou os cabelos enrolados de Gilmar com as duas mãos e contorceu-se. Ela se agachou e, tendo-o entre as pernas, empalou-se.

          Enquanto ele a pressionava com seus braços, ela o arranhava nas costas, e seus beijos, longos, intensos, interrompidos por sussurros e gemidos, eram observados pela janela por quatro garotos, silenciosos, ansiosos.

          Quarenta minutos depois, Gilmar estava deitado, e Hortência com a cabeça em seu ombro, o corpo sobre o dele, ficaram em silêncio. Gilmar queria falar sobre suas experiências, e sobre como encontrara o menino. Hortência queria falar sobre o que havia acontecido quando movera a cama.

          - E elas não mudaram a cama? – perguntou o rapaz. Hortência, irrequieta, sentou-se na cama, enrolada no lençol, e começou a falar

          - Ai, Gilmar, isso é tão estranho. Elas não quiseram de forma alguma. Não entendo. Saíram assim que você partiu. Decidi mudar. Aconteceu algo estranho. Estavam dois dos meninos comigo. Era como se tivesse mais alguém no quarto. Adulto, entende? Quando arrastamos a cama com o Lélio em cima, encontramos um negocio no chão. O Júlio me disse “Ponha a cama no lugar”. Alias, ele me deu uma ordem, e olhou pra mim como eu nunca vi alguém olhar. Ele repetiu, como se me ameaçasse, era como se me tocassem no ombro, e alguma coisa aconteceu com o Mauricio. Ele começou a gritar de um jeito esquisito. Eu bati no Júlio, e era como se ele estivesse desligado quando falou comigo.

          - E você sentiu medo?

          - Isso é estranho. Eu não senti medo, mas senti que deveria ter sentido...

          - E o que tinha no chão?

          - Era alguma mandinga de alguma das velhas. Pra curar o menino, acho. Mas foi um negócio tão forte que eu senti. Como se o quarto escurecesse... Era coisa escrita no chão, formando um desenho.

          - Hortência, será que não era alguma coisa ruim não?

          - Ruim ‘cê diz, coisa do diabo? – arrepiou-se a moça, que passou as mãos nos braços para conter os pelos que se haviam arrepiado. – Acho que não. Elas cuidam da gente. As vezes é coisa de Deus. Deus é mal as vezes, não é? E a gente não entende, porque o propósito dele é maior que o saber da gente...

          - Deus é bom, o diabo que é ruim.

          - Não, Gilmar, eu não quis dizer disso. Deus às vezes não é fácil de entender, entende? Como quando Jesus fala que ele é generoso e nos dá liberdade, mas pede pra Abraão matar o filho pra provar que é fiel. Se ele conhece a gente, devia saber da fé do Abraão sem isso, então, devia ter jogo que a gente não entende no meio disso tudo. Parece coisa diferente, mas é porque a gente não entende. Tipo quando ele mandou matar não lembro que povo porque pecava demais. Ele é misericordioso, né? Quem sabe não era pelo povo que ele fez, mas por algum outro motivo. Afinal, ele perdoa e entende a gente melhor que a gente mesmo... Não é?

          - Não sei. Como você disse, a gente não entende. Talvez até seja melhor assim... Quero ver o que tem debaixo da cama. Tem alguma coisa errada acontecendo.
[CONTINUA NO PRÓXIMO DOMINGO, 04/03]
[QUARTA MAIS UM CONTO DA BAHIA]

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5 comentários:

Adilson disse...

Já li, gostei do fato do Gilmar ter se dado bem, rs. Agora no aguardo da próxima postagem do conto, no domingo, mas não sem antes acompanhar o da quarta-feira.

Alex Pedro disse...

Ele merece.

Phê Brito disse...

se todo funk falasse de sexo como você escreveu, eu com certeza ouviria, rs.
o ritmo em si, não é ruim, mas as letras são mais pobres do que um ser humano aprendendo a falar :/
mas escrevendo o que interessa, a cada vez que venho aqui, me bate o desespero de ver logo toda essa história acabada, pra ler "tudodumavezsó" ha ha

beijo, Phê Brito.
P.S. conheça meu novo blog http://texturizada.wordpress.com/

Alex Pedro disse...

Adorei, Phê. Mas quando é que eu vou ver voce inventando ein?

Phê Brito disse...

mais breve do que vc pode imaginar ;)
pra esse fim de semana que se aproxima, pra ser mais exata.
criei um novo msn e add sua conta que aparece no perfil do blogger.

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