A/C Matheus

sábado, 15 de setembro de 2012

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Pra que morrer?
Ou quem sabe, pra que viver?

Este tempo que passa em que sonhamos com os braços cruzados,
Eles tornam a vida amarga.

Mas o tempo em que estamos justamente olhando nos olhos brilhantes das pessoas que gostam da gente, esses fazem a vida valer a pena.

Os cheiros da infância, as histórias, risos, lágrimas, esses adoçam tanto a vida quanto a morte. Veja, quanto mais transbordantes as recordações, no final das contas, quantos momentos dourados prevalecem no coração daquele que vai, e dos que ficam?

Também, veja... Se ainda há uma longa estrada, estas lembranças que acalmam são justamente as que fortalecem o homem que segue seu caminho.

O que é a vida, senão um monte de experiências que nos enobrecem, ou às vezes nos desvanece.

Será que devemos chorar? Eu acho que sim. Porque sinceramente, eu não gostaria esperar tanto tempo para ouvir certas vozes, olhar para certos risos, nem ganhar certos abraços. Mas o que se pode fazer?

Não acho que as coisas aconteçam como Deus quer, nem sempre como “deveriam” acontecer. Elas acontecem porque... Acontecem.

Como acontecem despedidas bruscas, ou pior, perdas sem merecidas despedidas, acontecem também aquelas experiências mágicas que o coração guarda pra sempre.

Pessoas especiais tem esse papel nas nossas histórias.
Pessoas especiais são inesquecíveis, viram estrelas no céu, enchem nossos olhos de lágrima, e vivem pra sempre no nosso coração.

Fica uma parte do coração cheia de lembranças, e outro espaço onde o coração esperava por outros momentos especiais.

O conforto está em saber, justamente, que o tempo passa para todos nós, e que é só uma questão de tempo, tempo que passa, para nos vermos outra vez.

Seu lugar, Matheus, como sempre, será vivendo no nosso coração.

Vá em paz, meu primo.


1 comentários:

Gilberto disse...

Depois que "o tempo passar", para então continuar, é que entenderemos. A morte não é fim, é recomeço... chore, faz bem, mas sorria também com os momentos felizes que estão guardados na lembrança, pois, na memória, o tempo não passa e o momento é (e)terno...

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