D.I. Project - Prólogo

sábado, 1 de setembro de 2012

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O ano é 2063.
A humanidade corrompeu-se às delicias do consumismo. Cheia de vícios por tecnologias, drogas sintéticas e fetiches sexuais, o homem caminha para sua fase mais obscura e superficial.



          Londres.

          O apartamento era luxuoso, pois o magnata Edwin Von Ancken não poupava dinheiro em luxos supérfluos. Era um homem de sessenta e oito anos, mimado, poderoso, e não havia nada no mundo que admitisse não poder possuir.

          Johan Marx estava deitado no sofá de couro preto com estofado capitonê, diante da PS¹. Vestia uma cueca, e apenas isto. Entediado, ele assistia na Pele¹ vídeos de moda, e entrevistas com ele próprio. Entrevistas. Era o centro das atenções, e, pelo que o vídeo mostrava, ele era amado, desejado, e gostava disso. Era o que via em suas próprias entrevistas

          “ - Como é ser chamado de homem mais sexy do planeta? – perguntou a repórter, sem conter a afobação por estar perto do super-modelo.

           - Lido bem com constatações... (risos).  – e deu as costas para a entrevistadora.”

          Johan foi até o maior quarto do apartamento, e encontrou um pôster dele nu, numa foto de perfil, que exibia suas pernas musculosas, suas nádegas, parte de seu falo, e o torax virado em direção ao fotógrafo.

          Johan foi até a sacada do apartamento e olhou para Londres. A vista do Edifício Queen’s SIght, o maior arranha-céus de toda a Grã Bretanha. Quase quinhentos metros de uma construção que reluzia feito um imenso cajado de ouro branco erguendo-se até as estrelas e no topo, o que parecia uma coroa incrustada de rubis e esmeraldas.

          Setenta e oito andares abaixo, entrava a gigantesca Mercedes preta de Edwyn Von Ancken, chamada pelos funcionários do edifício de Batmóvel. O homem chegou até o estacionamento: um salão sem carro algum. Um piso de mármore branco com uma rosa dos ventos negra no centro, e um canto em que havia uma grade de aço no chão, justamente onde ele deixou seu carro.

          Ao descer do carro, estendeu sua mão direita diante de um leitor infra-vermelho, que o reconheceu. Os sensores inteligentes perceberam quando desceu da grade de aço, e assim que ele desceu, a parede atrás do carro de abriu, e o automóvel fora levado pela plataforma para um compartimento subterrâneo.

          Caminhou até o elevador. Os leitores infra-vermelho o reconheceram imediatamente, e ao lado da porta do elevador havia uma cavidade, com algumas taças de cristal. Ao parar diante dela, o equipamento inteligente a inclinou e derramou champagne até três quartos da taça. Pegou-a. Segundos depois a porta do elevador se abria para que ele entrasse. Permaneceu no elevador por menos de trinta segundos. A porta se abriu já no septuagésimo oitavo andar, em sua sala de estar.

          De frente para a sacada. E ali estava Johan, olhando para a vista, silencioso. O homem, sessenta e oito anos, gordo, não muito asseado, o admirava. Via suas costas musculosas, sua cueca preta com as nádegas fartas saltando, e as pernas fortes do rapaz. Ele chegou abraçando-o. Mas Johan não correspondia.
Enquanto sentia o homem agarrá-lo e tocar os músculos de seu corpo, e lamber seu pescoço, olhava para a cidade de Londres. Em que pensava? Ninguém poderia saber. Havia uma tristeza misteriosa naqueles olhos. O homem o incomodava, e ele não sabia porque. Fora puxado pela mão direita pelo homem, até o sofá. O homem o empurrou no sofá e sentou-se sobre o sexo do rapaz. Tirou do paletó um pequeno tubo e o encaixou no nariz para aspirar com força.

          Por alguns segundos, contraiu os músculos do rosto, assimilando o efeito da droga, depois puxou uma pequena pastilha e colocou na boca de Johan.

          - Engula, vai deixar você excitado.

          O rapaz engoliu. O homem rebolava no falo do rapaz, mas o rapaz o olhava com alguma repugnância. Eis que então, num momento súbito ele agarrou o pescoço do homem e começou a apertá-lo. Não sabia porque, mas aquilo, sim, estava lhe dando algum prazer. Mas não um prazer erótico. Algo maligno, algo que o fazia sentir-se livre. Algo que o tornava superior.

          O velho roçava no falo ereto do modelo, a princípio, pensando ser algum jogo erótico, até perceber que ele não pararia. Começou, então a entrar em pânico. Pegou uma taça de champagne e a quebrou na cabeça de Johan e correu, sem fôlego, para a cozinha. O modelo Levantou-se e andou até ele.

          Ali ele segurava uma faca de cortar carne na mão.

          - Não se atreva. Você vai se arrepender de fazer isso. – e puxou a pulseira do braço esquerdo e ela ficou reta. Ele mexeu em sua agenda, e foi fazer uma ligação.

          Johan estava de frente para ele. O homem mais sexy do mundo, de cueca, suado, com sua ereção escandalosa, olhando em seus olhos com o mais selvagem dos olhares. O homem, drogado, com os sentidos sexuais atenuados pelo efeito das drogas, vacilou. O rapaz o agarrou, tomou de sua mão a faca, e competiram suas forças por um momento rápido, até que o homem gritou e Johan começou a esfaqueá-lo. Esfaqueara tanto o velho que quase só restara líquido no chão da cozinha.


1 - PS: Projection Skin, pele de projeção. A evolução dos antigos televisores. Parecia um quadro de couro brilhante, com milhões de pixels para reproduzir imagens na mais alta definição.

5 comentários:

Phê Brito disse...

Caraca!!!!!
Amei!! Ia perguntar se vc está escrevendo sobre um mundo cyberpunk, mas já fui respondida ali em cima.
Vim achando que ia ler sobre um personagem com o dia entediante, mas vc já tascou ação com tudo, haha.
Adoro ler algo que me surpreenda, que saia do comum e aqui, eu sempre encontro isso. Só precisa dar uma revisada no texto, pq escapou algo ortográfico aí [trocou uma letra por outra, se não me engano]

Adilson disse...

Trocou sim! rs
Seria um Serial?
Gosto de histórias assim...
"Bóra lá" ver no que vai dar.

Anônimo disse...

Esfaqueara tanto o velho que quase só restara líquido no chão da cozinha. Johan mesmo atónito, os seus olhos verde excitado sintilavam mais ainda, olhando para aquele corpo ja sem vida, mesmo assim com a sua ereção mais aguçado do que antes. Aproximou do velho sanguentado caido de bruço, e delicadamente começou a passar as mãos na costa em forma de carinho, e delicadamente começou a beijar as costas e descendo ate as nadegas ainda quente mas sem vida. E de repente puxou o velho contra o seu peito e possuiu ele com prazer alucinadamente, mas com coito interrompido ejaculando nas nadegas.
Terminado o cópula pegou de volta a sua taça e foi para o terraço e com olhar fixo para o outro lado da rua onde havia um predio acinzentado lembrando antigo o Empire State Building, mas quatro vezes mais alto. E quase que no mesmo andar em que morava o Johan, em uma das varanda tinha um senhor que o olhava intensamente devorando com o olhar, percendo que cruzaram o olhar mais do que rapido o senhor acenou para o Johan que o retribuiu com aceno e com um sorriso. Em seguida o olhar e o sorriso do Johan ficou rigido, como se aos pouco estivesse acordando de um sonho pra realidade, e correu para cozinha e o seu olhar foi direto para o corpo do velho ainda nú no chão. Mas ele ficou meio que aturdido porque não tinha sangue em volta do corpo do velho.
O susto maior foi quando do nada o velho se vira e diz pra ele; que noite maravilhosa meu querido, fiquei tão cansado que acabei dormindo aqui no chão mesmo. O Johan cai sentado no sofa com olhar fixo para ele e diz...

Adilson disse...

?

Alex Pedro disse...

Fan fic, Adilson, kkkkkkkk

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