O pequeno príncipe

sábado, 29 de dezembro de 2012

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Hoje terminei o livro “O Pequeno Príncipe”, e me flagrei no mesmo estado de graça e insatisfação que senti ao assistir “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. A graça por perceber como existem contadores de história sensíveis, maduros, e não obstante, simples, no mundo. E insatisfeito comigo mesmo por não ter me dado ao trabalho de conhecer essa obra há mais tempo.

Claro que como um ser humano no mundo globalizado, eu cresci sabendo que a obra de Antoine de Saint-Exupéry existia, sabia reconhecer os traços de sua arte e, inclusive, conhecia muitas das frases de efeito de sua obra.

Frases de efeito, isto é o pecado que eu percebi ao terminar o livro.

A história, apesar de simples, carrega significados e exemplifica as fragilidades humanas de uma forma que eu só havia “experimentado” ao ler “A História sem fim”, de Michael Ende. Há um livro para aguçar a imaginação fértil das crianças, e uma jornada repleta de revelações para os adultos observarem a si mesmos.

E nisso tudo, sobram o que as pessoas chamam de frase bonita, frase de efeito... Sublinham, passam adiante, sem de fato experimentar a proposta desses respectivos autores: vivenciar algo único, que somente o coração de uma criança é capaz de tornar real, mas contentando-se em usar, de má fé a sensibilidade do contador de histórias como um mero livro de auto-ajuda. Deixe a auto-ajuda pra quem não sabe contar histórias.

Muitas pessoas choram com o final. Particularmente, achei natural a forma como tudo acontece. É lindo, deixa saudade, mas é feliz.

1 comentários:

Thiago Az disse...

Acho esse livro uma leitura obrigatótia, realmente vc demorou pra ler, mas q bom q correu atras do prejuizo!

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