Sobre amor, esperança, e o cupido...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

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Seria o coração um tolo,
ou o cupido filho da puta?

Que diferença faz agora?
O coração é tolo, ele sabe.
Conhece o temperamento do cupido,
Conhece seu senso de humor cruel...
E lá está ele.

Dureza é: a flechada, ainda que doa,
traz uma esperança quase libertadora.
Mas dói porque, sabe ele, o coração,
que a esperança é a ultima que morre.



Morre antes dela a lógica,
Morre antes dela o bom senso,
e antes de ambos, às vezes,
morre até o amor próprio.

E a esperança, quando morre, morre deixando o buraco de todo o resto, porque ela impedia o coração de perceber tudo o que perdeu pelo caminho.

Mas quer saber? Foda-se. Ter esperança faz bem, porque a esperança só acaba depois que a própria morte chega.

1 comentários:

Anônimo disse...

Ai Peu, me abraça. Gostei muito do poema e, nossa, essas três ultimas estrofes dialogam de tal forma com minha atual conjuntura, que gosto de pensar que foram escritas especialmente pra mim. Obrigado.

Daquele que concorda com a mulher tarada, um grande beijo.

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