D.I. Project - CAPÍTULO 3

sábado, 29 de setembro de 2012

| | | 4 comentários
O ano é 2063.
A humanidade corrompeu-se às delicias do consumismo. Cheia de vícios por tecnologias, drogas sintéticas e fetiches sexuais, o homem caminha para sua fase mais obscura e superficial.


          Isabel McClanahan estava esparramada no sofá de couro branco em sua kitnet, assistindo à PS, durante toda aquela tarde. Sua Pele de Projeção praticamente se mantinha eternamente na programação de documentários de história. Particularmente, era fascinada em tudo que se referia á Terceira Grande Guerra, ou “Guerra do Fim dos Tempos” ou ainda, “O Exseros”.

          Isabel era fascinada pela variedade de religiões que havia no passado e como elas perderam a força no fim da segunda década do século XXI. Exseros era o nome que os professores de grandes universidades adotaram para se referir a um dos mais importantes aspectos da grande guerra: a religião.

          A famigerada Guerra do Fim dos Tempos começou com pequenos conflitos nos tempos em que os judeus formavam o estado de Israel, apossando-se de territórios palestinos, e com isso, provocando o desafeto da comunidade islâmica.

          Tendo posse de uma bomba nuclear, manteve a intimidação dos países vizinhos pelo tempo que pode, até que o primeiro oponente desenvolveu tal tecnologia e, com isso, a guerra começou.

          Israel não se atreveria, até segunda ordem, a usá-la, correndo o risco de sofrer a agressão da mesma arma. E a Terceira Guerra começou.

          Inicialmente, milhares de jovens morreram em sangrentas batalhas, civis dizimados em invasões por terra, até que um dedo Judeu apertou o botão que dizimou centenas milhares de muçulmanos de uma grande cidade, e assim, todo o mundo Islâmico, diferentes nações e ramificações religiosas, se uniram contra o inimigo comum. Israel.

          Israel apenas quis defender-se, evidentemente, mas países da Europa e América envolveram-se. Outros sem tomar partido, fizeram grande lucro com isto, como foi o caso dos então chamados Brics, outros afundaram-se completamente.

          Grandes cidades da mundo árabe, da Europa, dos Estados Unidos, foram pelos ares, e por fim, a Terra Santa fora dizimada por uma bomba, e este fora o fim da guerra.

          No fim, o balanço deste longo capítulo da humanidade fora milhões de mortes e, ao passo que antes da guerra, o Islamismo e protestantismo abraçavam mais adeptos a cada dia, as batalhas sangrentas e explosões atômicas desmotivaram convertidos de todas as religiões abraâmicas, o que restou foram alguns dos cristãos, judeus e muçulmanos de nascença.

          Alguns, porque também muitos fiéis nativos abandonaram, questionando-se que linhas de pensamento as doutrinas permitiam que a humanidade tomasse. O abandono de religiões durante e após a guerra, a isto se referiam por Exseros.

          Surpreendentemente, ao passo que a expectativa era que o ateísmo predominasse, foram doutrinas como Budismo, Espiritismo e segmentos de Nova Era que tomaram a vez.

          Isabel era ateísta. Sonhava conhecer a Amazônia, mas não sabia se aconteceria algum dia. Naquele tempo, a natureza era presente na sociedade. Havia jardins de inverno por toda parte, mas nenhum contato com o mundo selvagem. Ela temia que jamais pusesse os pés em uma floresta tropical.

          Seu documentário fora interrompido quando sua pulseira começara a vibrar, e seu pai lhe havia mandado uma mensagem. Sem tira-lo do braço, apenas tocou um botão e ouviu uma frase curta e objetiva: 

          “Não deixe que Johan Marxs seja assassinado”.

D.I. Project - CAPÍTULO 2

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

| | | 1 comentários
O ano é 2063.
A humanidade corrompeu-se às delicias do consumismo. Cheia de vícios por tecnologias, drogas sintéticas e fetiches sexuais, o homem caminha para sua fase mais obscura e superficial.


          Charles Cadogan era inspetor de polícia de Londres, do setor central. Naquela noite de 13 de outubro, havia sido convidado por seus filhos para comemorar o aniversário de sua esposa Sophie no restaurante Nonna Ambrosia. No entanto, Charles fora carregado de investigar o assassinado de Edwin Von Ancken.

          Havia visitado a cena do crime, e o que encontrara fora uma poça de sangue, um corpo completamente rasgado, picado, estraçalhado, e a faca sem nenhuma impressão digital. O assassino tinha feito algo para ocultar informações. Era profissional.

          No hotel, nenhuma gravação de câmeras de segurança para contar a história. O crime fora descoberto por uma denuncia, para o espanto do Inspetor Cadogan, da empresa que cuidava da segurança, e era justamente um representante dela, Johnson Rhymes, que o inspetor aguardava.

          A porta abriu ao som dos guizos de Sophie, e entrou Edouard, um oficial assistente.

          - Inspetor Cadogan, o Analista Sênior da Kidemonas, Senhor Johnson Rhymes acaba de chegar. Trouxe equipamentos para o senhor.

          - Hum, perfeito, mande-o entrar. – disse Cadogan.

          O oficial escancarou a porta, e gesticulou para que Sr. Rhymes entrasse. Era um homem de no máximo quarenta anos, gordo, bem vestido, e aparentemente, assustado.

           - Inspetor Charles Cadogan, - disse o homem estendendo a mão direita e cumprimentando o analista.  – Eu espero que o senhor me traga informações relevantes, caso o contrário sua companhia sofrerá conseqüências graves.

          - Inspetor Cadogan, com todo respeito, o senhor não está mais preocupado com isto do que eu estou. Vou contar-lhe como soubemos do homicídio.

          O homem antes de sentar, serviu-se de café. Havia uma preocupação alarmante na expressão comprimida do rapaz, embora ele parecia demonstrar um grande esforço para manter a calma e não perder a perspicácia.

          “O edifício Queen’s Sight é absolutamente seguro. É seguro desde o momento em que era um projeto ousado de parcerias entre banqueiros europeus, como no caso da Família Von Ancken, como de xeiques árabes e marajás. É um edifício para privilegiados. É um edifício para ser visto de qualquer cume da cidade de Londres. Fora construído para fins absolutamente ostensivos.

          “Com esta pretensão, minha companhia, Kidemonas, à qual faço parte há quatorze anos, ofereceu seu mais ousado e inteligente sistema de segurança. “Argos 3”. É nosso serviço mais caro, porque é o único que oferece extrema segurança, e equiparável privacidade.

          “Temos uma legião de homens capacitados que vigiam constantemente câmeras de shopping centers, e milhares de grandes resultados quer seja com delitos, quer seja violência, mas Argos 3 tem uma proposta diferente. Demanda uma mensalidade caríssima, para custear as despesas altas do equipamento e sua sigilosidade.

          Cadogan percebera, já de princípio, que o homem era apaixonado pelo que fazia, e acreditava em cada palavra que dizia. Sentia-se, evidentemente, útil.

            “Argos 3 se compõe em micro-câmeras de altíssima definição que capta imagens e as trata simultaneamente, reconhecendo gases, vapores, fluidos, e o mais importante: Temperatura.

          “Nosso sistema observa em tempo integral as imagens, e grava os menores acontecimentos. Argos 3 reconheceria uma barata. Neste momento a imagem começa a gravar. Um acidente noutro lugar estoura uma tubulação de gás, e o gás entra no campo da câmera, ela começa a gravar.

          “Alguns pormenores são irrelevantes, mas Argos três já impediu incêndios e radiações em áreas de risco que demandavam rigorosa segurança e restrição com imagens. As imagens não são vistas. A menos que seja necessário.

          O inspetor se levantou. Entediado.

          - Com todo respeito, Sr. Rhymes, sua tecnologia não me parece algo revolucionário. Criativo talvez, mas nada que mereça minha atenção, particularmente numa noite como esta. Seja objetivo ou serei obrigado a pô-lo para fora de minha sala.

          “Desculpe. Como disse, Argos 3 grava temperatura, e reconhece relação sexual, tensão, e o mais importância, violência. As imagens são traduzidas por um software inteligente que reconhece ira e medo. O sistema entra em alerta, e num caso extremo, como facadas, por exemplo, reconhece fluidos como sangue.

          - Fascinante! – exclamou inspetor Cadogan, sem conter a surpresa.

          “Exatamente. Sem que nós, humanos, tomássemos nota de que Edwin Von Ancken fora assassinado brutalmente, Argos 3 contatou a polícia. As imagens foram gravadas e armazenadas na mais absoluta segurança. São gravadas e registradas de modo aleatório para que não possam ser rastreadas, reconhecidas e vistas em seqüência.

          “Quando fomos avaliá-las, o Departamento de Segurança Contra Invasão da Kidemonas contatou o meu setor para dizer que arquivos de gravação e dados por extenso dos mesmos vídeos, estavam sendo apagados do sistema. Eu não estou preocupado com a morte de Edwin Von Ancken, inspetor Cadogan. Vim aqui por que quero abrir um inquérito. Porque nosso sistema é o sistema mais seguro do mundo, e alguém o invadiu.

          - Então não é o sistema mais seguro do mundo. – debochou o inspetor, pensando que a esta hora sua família comia pizza enquanto ele estava ali falando sobre uma maricona bilionária.

          - Definitivamente não. Inspetor. Argos 3 é, e continuará sendo impenetrável. Quero uma investigação, porque é impossível que quebrassem a encriptação, e algo muito pior que um mero assassinato esta sendo oculto aqui. Acho que alguém nos traiu.

         Isso sim era interessante. Os olhos enrugados de Cadogan brilharam neste momento.

         - A imagem primordial, do ato do assassinato, foi tudo o que restou, inspetor. E ela é assustadora. – disse Johnson, empalidecendo.

          Passou seu pen drive, uma caricatura de Darth Vader com uma espécie de unha para fora.

          Cadogan ligou ao seu monitor e viu, seminu, Johan Marx transformando o homem em pasta no chão da cozinha.

          - Este telefone... não está na cena do crime...          

A/C Matheus

sábado, 15 de setembro de 2012

| | | 1 comentários

Pra que morrer?
Ou quem sabe, pra que viver?

Este tempo que passa em que sonhamos com os braços cruzados,
Eles tornam a vida amarga.

Mas o tempo em que estamos justamente olhando nos olhos brilhantes das pessoas que gostam da gente, esses fazem a vida valer a pena.

Os cheiros da infância, as histórias, risos, lágrimas, esses adoçam tanto a vida quanto a morte. Veja, quanto mais transbordantes as recordações, no final das contas, quantos momentos dourados prevalecem no coração daquele que vai, e dos que ficam?

Também, veja... Se ainda há uma longa estrada, estas lembranças que acalmam são justamente as que fortalecem o homem que segue seu caminho.

O que é a vida, senão um monte de experiências que nos enobrecem, ou às vezes nos desvanece.

Será que devemos chorar? Eu acho que sim. Porque sinceramente, eu não gostaria esperar tanto tempo para ouvir certas vozes, olhar para certos risos, nem ganhar certos abraços. Mas o que se pode fazer?

Não acho que as coisas aconteçam como Deus quer, nem sempre como “deveriam” acontecer. Elas acontecem porque... Acontecem.

Como acontecem despedidas bruscas, ou pior, perdas sem merecidas despedidas, acontecem também aquelas experiências mágicas que o coração guarda pra sempre.

Pessoas especiais tem esse papel nas nossas histórias.
Pessoas especiais são inesquecíveis, viram estrelas no céu, enchem nossos olhos de lágrima, e vivem pra sempre no nosso coração.

Fica uma parte do coração cheia de lembranças, e outro espaço onde o coração esperava por outros momentos especiais.

O conforto está em saber, justamente, que o tempo passa para todos nós, e que é só uma questão de tempo, tempo que passa, para nos vermos outra vez.

Seu lugar, Matheus, como sempre, será vivendo no nosso coração.

Vá em paz, meu primo.


D.I. Project - CAPÍTULO 1

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

| | | 1 comentários
O ano é 2063.
A humanidade corrompeu-se às delicias do consumismo. Cheia de vícios por tecnologias, drogas sintéticas e fetiches sexuais, o homem caminha para sua fase mais obscura e superficial.


O CAPÍTULO A SEGUIR CONTÉM SEXO


          Londres.

          Havia um campo de flores, gérberas, de variadas cores, misturadas, e entre as flores dançava nua aquela mulher de cabelos ruivos esvoaçantes. Seus seios eram fartos, de textura macia como a casca de um pêssego, e sua pele branca permitia que aqueles mamilos rosa se destacassem. Havia os pelos pubianos, poucos, vermelhos e delicados, entre as pernas roliças que se começavam logo após aqueles quadris largos.

          Johan estava sentado, tomando champagne sentado em um divã de couro, de olhos abertos, olhando para a stripper que dançava num pequeno pedestal, em uma sala de paredes brancas, e vestia-se com suas habituais roupas apertadas, e com a “Coroa”, um Simulador Estimulador, acomodado em sua cabeça, que lhe iludia com sensações físicas e emocionais, e adicionava ao que acontecia novos elementos visuais e sensoriais.

          A stripper era nada menos que a modelo russa Irina  Porechenkov, top internacional, um dos corpos femininos mais desejados de sua geração, e com um preço alto, mas fixo. Ela transava por dinheiro, não por oportunidades de carreira. E estava a muito tempo de olho em Johan Marx, que se fazia de difícil apenas por ter conhecimento do desejo da modelo por ele.

          Quando, no meio de sua dança, viu Johan colocar para fora seu falo grande e ereto, não se conteve e ajoelhou-se ao lado do divã para servi-lo devotamente.

          Empolgada e erotizada pelo efeito de drogas sintéticas, e por estar diante daquele falo enorme que mal cabia em sua boca, ela lambia, louca, e tentava engoli-lo inteiro, enquanto aquele pau grosso e reto babava em sua lingua. Ela alisava a barriga musculosa do modelo, que a segurava firmemente pelos cabelos volumosos, e sorria com cara de deboche.

          Um som de telefone. Era o aparelho de Johan. Tirou do pulso uma chapa comprida que instantaneamente ficou reta, e a colocou próximo à orelha direita. Sem largar dos cabelos da modelo, ele atendeu:

           “Não estou ocupado, pode falar...” disse ele, prático. Parecia ouvir uma longa explicação. Enquanto isso, mexia na cabeça da modelo de acordo com seu prazer.

          “Diga que não tiro mais fotos de cuecas por menos de três milhões.” E intensificou-se “espere, você não recebe para negociar favorecendo o  out... que gostoso, amor...” disse ele, serrando os olhos e fazendo bico olhando para a modelo, enquanto ela segurava firme o grande falo e esfregava a língua no frênulo.

           “Não, nada, continue Charlie... Não ponha os dentes, querida...” e ri, “desculpe, Charlie, Ivana está me fazendo uma gentileza... Sim, a própria!”.

          Ivana Porechenkov parou de chupá-lo, ofendida com o deboche, e levantou-se. Começou a recolher suas roupas do chão. Johan riu mais.

          “Charlie, depois nos falamos”. Desligou o fone e colocou-o novamente no pulso.

           “Filho da puta!” exclamou ela, furiosa em um inglês carregado de sotaque.

          Ele segurou com uma mão em seu saco e e com a outra balançou o falo ereto. Olhando sério nos olhos dela. Ivana olhou-o com desprezo, mas ele era rápido, e gostoso demais para resistir: Puxou-a pelo braço, levantou-a do chão, ela o abraçou e, pendurada em seus ombros largos, encaixou-se nele, trançou suas pernas nas pernas dele, e esqueceu de todo o resto.

          Johan a colocou contra a parede, penetrando-a enquanto mordia seu pescoço, lambia seus seios perfeitos, e seu rosto. Ela lhe agarrara pelos cabelos, e gemia, com os olhos girando dentro das órbitas. Há muito tempo que ansiara por este momento.


*  Coroa: Um espécie de diadema que se encaixava na altura da testa e cocoruto, que captava e emitia informações ao cérebro. Estimulando sensações como cheiro, temperatura, gosto, e simulando imagens. Simulador Estimulador. Um modelo, para um produto de diversos métodos. 

D.I. Project - Prólogo

sábado, 1 de setembro de 2012

| | | 5 comentários
O ano é 2063.
A humanidade corrompeu-se às delicias do consumismo. Cheia de vícios por tecnologias, drogas sintéticas e fetiches sexuais, o homem caminha para sua fase mais obscura e superficial.



          Londres.

          O apartamento era luxuoso, pois o magnata Edwin Von Ancken não poupava dinheiro em luxos supérfluos. Era um homem de sessenta e oito anos, mimado, poderoso, e não havia nada no mundo que admitisse não poder possuir.

          Johan Marx estava deitado no sofá de couro preto com estofado capitonê, diante da PS¹. Vestia uma cueca, e apenas isto. Entediado, ele assistia na Pele¹ vídeos de moda, e entrevistas com ele próprio. Entrevistas. Era o centro das atenções, e, pelo que o vídeo mostrava, ele era amado, desejado, e gostava disso. Era o que via em suas próprias entrevistas

          “ - Como é ser chamado de homem mais sexy do planeta? – perguntou a repórter, sem conter a afobação por estar perto do super-modelo.

           - Lido bem com constatações... (risos).  – e deu as costas para a entrevistadora.”

          Johan foi até o maior quarto do apartamento, e encontrou um pôster dele nu, numa foto de perfil, que exibia suas pernas musculosas, suas nádegas, parte de seu falo, e o torax virado em direção ao fotógrafo.

          Johan foi até a sacada do apartamento e olhou para Londres. A vista do Edifício Queen’s SIght, o maior arranha-céus de toda a Grã Bretanha. Quase quinhentos metros de uma construção que reluzia feito um imenso cajado de ouro branco erguendo-se até as estrelas e no topo, o que parecia uma coroa incrustada de rubis e esmeraldas.

          Setenta e oito andares abaixo, entrava a gigantesca Mercedes preta de Edwyn Von Ancken, chamada pelos funcionários do edifício de Batmóvel. O homem chegou até o estacionamento: um salão sem carro algum. Um piso de mármore branco com uma rosa dos ventos negra no centro, e um canto em que havia uma grade de aço no chão, justamente onde ele deixou seu carro.

          Ao descer do carro, estendeu sua mão direita diante de um leitor infra-vermelho, que o reconheceu. Os sensores inteligentes perceberam quando desceu da grade de aço, e assim que ele desceu, a parede atrás do carro de abriu, e o automóvel fora levado pela plataforma para um compartimento subterrâneo.

          Caminhou até o elevador. Os leitores infra-vermelho o reconheceram imediatamente, e ao lado da porta do elevador havia uma cavidade, com algumas taças de cristal. Ao parar diante dela, o equipamento inteligente a inclinou e derramou champagne até três quartos da taça. Pegou-a. Segundos depois a porta do elevador se abria para que ele entrasse. Permaneceu no elevador por menos de trinta segundos. A porta se abriu já no septuagésimo oitavo andar, em sua sala de estar.

          De frente para a sacada. E ali estava Johan, olhando para a vista, silencioso. O homem, sessenta e oito anos, gordo, não muito asseado, o admirava. Via suas costas musculosas, sua cueca preta com as nádegas fartas saltando, e as pernas fortes do rapaz. Ele chegou abraçando-o. Mas Johan não correspondia.
Enquanto sentia o homem agarrá-lo e tocar os músculos de seu corpo, e lamber seu pescoço, olhava para a cidade de Londres. Em que pensava? Ninguém poderia saber. Havia uma tristeza misteriosa naqueles olhos. O homem o incomodava, e ele não sabia porque. Fora puxado pela mão direita pelo homem, até o sofá. O homem o empurrou no sofá e sentou-se sobre o sexo do rapaz. Tirou do paletó um pequeno tubo e o encaixou no nariz para aspirar com força.

          Por alguns segundos, contraiu os músculos do rosto, assimilando o efeito da droga, depois puxou uma pequena pastilha e colocou na boca de Johan.

          - Engula, vai deixar você excitado.

          O rapaz engoliu. O homem rebolava no falo do rapaz, mas o rapaz o olhava com alguma repugnância. Eis que então, num momento súbito ele agarrou o pescoço do homem e começou a apertá-lo. Não sabia porque, mas aquilo, sim, estava lhe dando algum prazer. Mas não um prazer erótico. Algo maligno, algo que o fazia sentir-se livre. Algo que o tornava superior.

          O velho roçava no falo ereto do modelo, a princípio, pensando ser algum jogo erótico, até perceber que ele não pararia. Começou, então a entrar em pânico. Pegou uma taça de champagne e a quebrou na cabeça de Johan e correu, sem fôlego, para a cozinha. O modelo Levantou-se e andou até ele.

          Ali ele segurava uma faca de cortar carne na mão.

          - Não se atreva. Você vai se arrepender de fazer isso. – e puxou a pulseira do braço esquerdo e ela ficou reta. Ele mexeu em sua agenda, e foi fazer uma ligação.

          Johan estava de frente para ele. O homem mais sexy do mundo, de cueca, suado, com sua ereção escandalosa, olhando em seus olhos com o mais selvagem dos olhares. O homem, drogado, com os sentidos sexuais atenuados pelo efeito das drogas, vacilou. O rapaz o agarrou, tomou de sua mão a faca, e competiram suas forças por um momento rápido, até que o homem gritou e Johan começou a esfaqueá-lo. Esfaqueara tanto o velho que quase só restara líquido no chão da cozinha.


1 - PS: Projection Skin, pele de projeção. A evolução dos antigos televisores. Parecia um quadro de couro brilhante, com milhões de pixels para reproduzir imagens na mais alta definição.

About me

About Me


Aenean sollicitudin, lorem quis bibendum auctor, nisi elit consequat ipsum, nec sagittis sem nibh id elit. Duis sed odio sit amet nibh vulputate.

Popular Posts

Contact Us

Nome

E-mail *

Mensagem *

Navigation-Menus (Do Not Edit Here!)

My Instagram