D.I. Project - Capítulo 8

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

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O ano é 2063.
A humanidade corrompeu-se às delicias do consumismo. Cheia de vícios por tecnologias, drogas sintéticas e fetiches sexuais, o homem caminha para sua fase mais obscura e superficial.




                Johan correu encolhido para passar despercebido pelas pessoas no meio do caos. No estacionamento, acompanhou o desconhecido entrando em uma van. No estacionamento, Johan acompanhou o homem em uma van que passara rapidamente e correram. Alguns policiais deram tiros, mas no caos de gente que gritava, não os seguiram. Exceto por Isabel, que havia entrado em seu Range Rover.

                Dentro da van estavam dois homens. Além de Johan e de seu salvador.

                “Eu sou Siegfried, a seu dispor”. Disse o homem. “Estes são X e Y.”

                X estava num banco de frente para Johan e Siegfried, enquanto Y dirigia o automóvel.

                - Hum. X e Y. E como sabia que a polícia viria a meu encontro, como sabia que...

                De repente foram surpreendidos com um clarão. Atrás deles, no fundo, o prédio do departamento de polícia havia explodido.

                O olhar de Siegfried brilhara com uma satisfação curiosa vendo a explosão pelo vidro da van.

                “Há uma trama complexa da qual pouco sei, e não poderia dizer nada. Apenas executo tarefas”.

                - E quem pode me dizer o que está acontecendo? – indagou Johan à Siegfred enquanto encarava X e Y.

                - Infelizmente, por hora, nossa única função é leva-lo até a pessoa certa.

***

                Seguindo de maneira discreta, estava Isabel, perguntando-se de Johan sabia onde e com quem 
estava. Estava angustiada. Sabia que corria riscos. E não tinha idéia se Johan Marx era ou não um criminoso.

***

                Bem atrás, alguns minutos antes, antes que o prédio explodisse, Charles Cadogan dava socos e chutes na porta enquanto gritava maldições. A porta se abriu de fora para dentro. Era Edouard. Lá no fundo do corredor, descendo as escadas, estava o homem, carregando sua pistola. Edouard puxou Cadogan pelo braço e saíram na lateral do prédio.

                O homem pôs-se a correr atrás deles.

                - Ele estava perguntando sobre você, Charles... – disse Newton McTaggert, um oficial, abrindo a porta de um carro. – Se eu fosse você, fugia daqui pra não... – TUM.

                Um projétil atravessara a testa de McTaggert, e ele despencou com a cabeça no capô do carro. Charles entrou no carro do oficial morto, ligou o botão da ignição e, acompanhado por Edouard, fugiu.

                O assassino derrubou um rapaz de uma moto no meio da avenida e a pilotou seguindo os oficiais.

***

                X e Y carregavam uma arma.

                - Pra que isso? – perguntou Johan.

                - Segurança. – dissera X, entregando um cartucho vazio a Y.

                - Quero mijar. Parem o carro. – disse Johan, indiferente.

                - Não é seguro. - Siegfried disse com uma simpatia falsa.

                - O pior que pode acontecer é eu morrer, e disso eu não tenho medo. – disse ele, indiferente.

             - Isto torna tudo mais fácil... - disse X. Em uma questão de milésimos de segundos, Johan percebeu que X havia falado mais do que devia e, com isso, enfurecido Siegfried. Tomando conta de que havia feito merda, X apontou a arma para Johan, que a chutou e o tiro saiu pelo vidro. Começaram a brigar. Johan era muito grande, forte, e embora ninguém soubesse, era capoeirista e um grande boxeador.

               Do lado de fora, Isabel vira o tiro perfurando uma janela da van e, sem pensar demais, acelerou o carro, batendo violentamente contra o automóvel aonde o conflito acontecia.

                - QUE PORRA É ESSA? – gritou Siegfried, que segurava uma fava e duelava com Johan, que com um braço segurava X pelo pescoço, e com o outro, segurava o punho de Siegfried.

                E o carro fora novamente batido. Johan sufocou X com seu braço, e pulou em cima de Siegfried, dando-lhe socos. E Pegou a arma e a pôs na cabeça de Y, que parou o carro. Johan dera um soco na cabeça, que o desacordara. Pulou para fora da van.

                - JOHAN! – gritou Isabel. Entre rápido.

                Ele hesitou. E então chegou próximo do carro.

                - Por que deveria?

                - Não sei. – disse ela, com um olhar assustado, dividindo o mesmo medo que ele sentia. Ele entrou e ela partiu cantando pneus.

1 comentários:

Paulo Marcio disse...

Parabéns, tem um blog lindo!!!
Gostei muito.
Abraço.

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